Montar o próprio exército contra fatores externos e ter bons soldados treinados, são atos fundamentais em um campo de batalha na segurança da informação. As empresas têm buscado ter uma balança equilibrada em saber proteger os dados contra vazamentos e permitir um acesso fácil para os colaboradores. Nessa conta, sobressai o fator humano, afinal são os colaboradores e chefes que lidam com a segurança em todos seus âmbitos.

Entretanto, a dúvida permanece para a maioria dos gestores. Como evitar que o fator humano não seja o elo mais fraco na segurança? Quais métodos adotar na gestão de pessoas para não somente conscientizar, mas ter aliados em prol da filosofia da empresa? E ainda assim, saber manter o sigilo empresarial para determinados grupos na rotina do trabalho.

Esses questionamentos já fazem parte das empresas mais experientes e das novas. Portanto, um dos conselhos iniciais é adotar políticas de segurança da informação, normas e procedimentos para reger o fator humano. É sobre o que vamos falar a seguir.

CONSTRUA POLÍTICAS ESTRUTURADAS

Um conjunto de políticas da segurança da informação trata de dar orientações sobre como proteger os dados e o que fazer em caso de vazamentos. Criar essa cartilha de normas e regras deve incluir os profissionais, gestores e líderes da organização. Dessa maneira, todos devem entender o peso que essas políticas têm para a empresa.

Ao mesmo tempo, é necessário fazer uma análise de quais dados devem ser protegidos e de que forma. Assim como, identificar quais ameaças existem e qual seria o dano causado à empresa caso acontecessem. Consequentemente, os líderes poderão priorizar as informações chaves e investir em programas específicos contra ataques cibernéticos.

Por outro lado, o fator humano continua sendo fator essencial para a segurança das informações. As políticas devem também estruturar meios de incentivo ao bom uso dos dados. Informar a importância dessas políticas e o que os não cumprimentos das mesmas poderá ocasionar. 

Além disso, o ambiente de trabalho deve incentivar boas condutas, reconhecer o papel de cada membro e implementar programas de engajamento. Profissionais descontentes tendem a vazar informações, seja de maneira consciente ou inconscientemente.

Vale lembrar que essas regras devem ser flexíveis, de modo que sejam atualizadas periodicamente.

FATOR HUMANO: FORÇA OU VULNERABILIDADE?

Os autores DeMarco e Lister apontam que os principais problemas da segurança da informação não são de natureza tecnológica, mas sociológica. Isso enfatiza que o fator humano pode ser o elo mais fraco na segurança. E impedir que isso se torne uma realidade é o maior desafio.

Nesse sentido, é importante se atentar que os colaboradores não são os únicos vulneráveis, pode nesse caso, o alto escalão ser o mais suscetível. Isso porque quem está em posições de liderança pode acabar ignorando regras e se sentir intocável a problemas.

Por outro lado, a engenharia social surge também como um fator de risco. Em que atos na interação humana como sociais e psicológicos podem servir como estratégia para roubar informações. Então, a melhor saída é aconselhar os colaboradores sobre essas técnicas de acordo com a função e permissões que possuem na empresa.

ZELAR PELAS INFORMAÇÕES

Já conhecemos casos em que vazamentos causaram danos de grandes proporções. Seja no aspecto humano, econômico ou político. Em grande parte, a concorrência entre empresas faz necessário estar em constante vigilância para impedir que segredos de produtos sejam revelados. O que pode definir o sucesso ou fracasso de uma organização.

Da mesma forma, roubos de informações, como por exemplo, pessoais, podem afetar a vida social e afetiva de uma pessoa. E caso forem informações financeiras, as perdas poderão ser inestimáveis. Então, o fator humano nunca deve estar em segundo plano, já que ele guia a conduta para a manutenção da segurança da informação.

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Referências: Revista Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs